terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL, FELIZ 2012

No primeiro natal após os meus quatro anos, acordei e vi meu pai colocando balões na grade do berço.  Fechei os olhos porque queria continuar a crer no Papai Noel.  Hoje, agradeço porque tive pais que encheram minha infância de sonho e fantasia. 

Na escola primária, sendo uma menina aplicada e bem-comportada, sofria a implicância dos meninos, que me apelidaram de “Tamba”.  Na época, fazia sucesso na TV, uma série chamada “Jim das Selvas”, e Tamba era uma macaca, animal de estimação da família de Jim.  Não me lembro de ter-me incomodado muito com esse apelido, mas minha mãe, sim.  Ainda me recordo do seu jeito indignado e da frase que se tornou uma linda recordação para mim: “vou lá na escola conversar com a diretora, minha filha não é macaca não!”.  Ao lembrar esse episódio, agradeço por ter pais que me protegiam e cuidavam de mim.

Após a formatura, fiz meu primeiro concurso: oficial da Marinha, no Rio de Janeiro.  Meu pai havia se aposentado e estávamos nos adaptando à diminuição da renda.  Meu irmão Gustavo, que começara a trabalhar recentemente, ajudou na compra da passagem e me deu um dinheirinho para gastar.  Infelizmente, Deus o levou muito cedo, provavelmente por conta de sua bondade.  Agradeço a oportunidade de tê-lo como irmão e a herança que recebemos: dois sobrinhos maravilhosos!

 Não fui feliz no concurso da Marinha (Deus sabe o que faz!).  Tentava o concurso para uma estatal, quando a Editora Abril lançou apostilas com exercícios.  Mandei uma carta para um amigo e ele me enviou o dinheiro para as apostilas.  Quanta gratidão eu sinto ao lembrar que tenho amigos dispostos a me ajudar. 

Há dois anos, estava em Balneário Camboriú quando meu filho ligou, pedindo, pela milésima vez, para ter um animal de estimação.  Dessa vez, queria ficar com uma gatinha que acabara de fazer uma esterilização.  O que aconteceu depois dessa ligação pode se resumir em dois verbos: ceder e apaixonar-se.  Assim, agradeço por ter um filho que me ensinou a amar os animais.    

O tempo foi passando e, até hoje, vejo que tenho muito a agradecer: amigos que me estimulam a aprender continuamente, colegas que são os companheiros de todos os dias, um filho que me traz muitas oportunidades de aprendizado, saúde para trabalhar, um corpo em perfeito funcionamento, capacidade para amar e tantas, tantas outras bênçãos, que poderia escrever ainda muitas laudas.

Neste fim de ano, convido-os a deixar um pouco de lado os sonhos não realizados, os desejos não satisfeitos, os planos não concretizados... e AGRADECER por todas as benção recebidas, coisas que muitas vezes nos parecem tão pequenas, mas como seria difícil viver sem elas!



Feliz Natal, feliz 2012!  

        

domingo, 4 de dezembro de 2011

A PELE QUE HABITO

O cinema estava cheio, o que é surpreendente para uma tarde de domingo, quando o ingresso é mais caro e a preferência recai sobre as comédias, românticas ou simplesmente engraçadas.
No final, e posso dizer que o final sugere outro filme, alguém no fundo da sala insinuou aplausos.  Quanto a mim, posso dizer apenas que A pele que habito, mais recente criação do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, pode até não agradar, porém jamais será esquecida.
Drumond.com.br
Assim como nas tragédias gregas, o herói parece estar condenado à morte, pois a situação em que se colocou não tem saída.  Por outro lado, quem será mesmo o “herói”? O cirurgião Robert Ledgard, interpetado por Antonio Banderas, que fere a ética científica ao entrar no campo proibido da transgênese com seres humanos?  Ou a empregada Marília, que fala com tanta naturalidade em matar Vera, a estranha mulher sobre quem Robert cria sua pele artificial e perfeita?

                                                  Entretimento.r7.com

À medida que o drama se desenrola, com suas tintas melodramáticas, as perguntas se multiplicam na cabeça do expectador, e as surpresas são incessantes, porque a história é muito bem contada. Os personagens e situações vão surgindo e os fios da narrativa vão se alinhavando, até que a teia se forme numa súbita compreensão.  Daí é só acompanhar os passos de Robert, na busca de recriar o que a vida lhe tirou, a mulher que amava e que tenta desesperadamente reencontrar. 

Assistir A pele que habito é uma experiência perturbadora e, ao final, fica a pergunta: até onde a pele que habito determina realmente quem sou?  

Estadão.com.br














sábado, 26 de novembro de 2011

QUERIDA GIOVANA


No dia 08 de janeiro de 1996, morreu, em Paris, o presidente Francês François Mitterrand, após governar a França durante 16 anos.  No Brasil, mais precisamente, em Varginha, Minas Gerais, bombeiros socorreram uma estranha criatura identificada como extraterrestre.  Esse fato jamais foi totalmente esclarecido e até hoje se fala no “ET de Varginha” um mito que tenta provar, a quem não acredita, que existe vida em outros planetas. 

Esses fatos marcantes fazem parte da história recente; entretanto, para um casal brasileiro e sua família, o acontecimento mais importante do século foi o nascimento de um lindo bebê de cabelos e olhos escuros, uma menininha que mudaria sua vida para sempre. Nesse ano, no final de novembro, sua mãe trouxe à luz um novo ser, que dali por diante iluminaria todas as vidas à sua volta.

Seus pais a presentearam com um nome de bela sonoridade e grafia elegante: Giovana, que significa “um grande presente de Deus”.  A passagem do tempo desenvolveu-lhe as formas e aguçou-lhe a inteligência; a vida tornou-a doce e prestativa. 

Hoje, dia 26 de novembro de 2011, você comemorará, com uma linda festa, os seus 15 anos, e essa idade é festejada porque significa a transição entre ser menina e ser mulher.  Felizmente, embora essa transição seja marcada por uma festa, você não se sentirá tão diferente ao acordar na manhã do dia 27, pois as mudanças são lentas e chegam quando menos se espera. Virá, então, o tempo das primeiras vezes: o primeiro estremecimento de emoção diante de um garoto; o primeiro namorado, o primeiro beijo, a primeira festa sozinha, a primeira desilusão, as primeiras lágrimas de amor...

Abençoada como é, você terá, ao seu lado, uma mãe amorosa que não lhe deixará faltar apoio em forma de bons conselhos; e nada melhor que o colo da mãe para uma menina-moça-mulher que pensa estar passando pelo maior e mais interminável de todos os sofrimentos.  Quando isso acontecer, não se assuste: um belo dia, junto com o sol, você se surpreenderá ao perceber que a tempestade passou.

A certa altura da vida, você descobrirá que ser mulher não é fácil, mas tem suas compensações: podemos usar lindos vestidos, sentir-nos poderosas com saltos altíssimos, nos embelezar com vários tipos de maquiagem, jóias e bijuterias... 
Podemos ter filhos ou mesmo adotá-los, e ter com eles uma ligação especial; temos a capacidade indubitável de prestar atenção a várias coisas ao mesmo tempo.  Podemos costurar, ver TV e conversar, tudo de uma só vez, e achamos objetos perdidos com muito mais facilidade que os homens.

Em contrapartida, precisamos enfrentar preconceitos pelo simples fatos de sermos mulheres e às vezes trabalhamos mais e ganhamos menos, também por esse motivo.  Em algumas ocasiões, você não saberá direito o que fazer, mas, felizmente, você tem uma família equilibrada e sempre poderá contar com ela.  Seu pai lhe dará excelentes conselhos profissionais e sua irmã será a companheira para compartilhar todos os deliciosos segredos.   

Para terminar, querida Giovana, receba meus parabéns pela maravilhosa pessoa que você é, inspiração para todos com quem convive.

Afinal, quem não gostaria de ter uma filha, irmã ou amiga como você?

Receba meu abraço carinhoso e os votos de um feliz desabrochar!